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Como abrir uma empresa em 2026? Guia completo atualizado

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O Brasil vive um momento de efervescência empreendedora.

O Global Entrepreneurship Monitor (GEM), um estudo mundial sobre empreendedorismo, revelou que o Brasil conta atualmente com aproximadamente 94 milhões de empreendedores potenciais.

Em paralelo a isso, alguns dados do Sebrae revelam que apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil ganhou 2,6 milhões de novos pequenos negócios, reforçando a tendência de formalização que deve se intensificar em 2026.

Se o empresário está entre aqueles que desejam transformar uma ideia em realidade ou formalizar uma atividade que já desenvolve, então este é o momento ideal.

A digitalização dos processos, a simplificação burocrática e a integração de sistemas governamentais tornaram a abertura de empresas mais ágil e acessível do que nunca.

Neste artigo, iremos apresentar tudo que o empreendedor precisa saber para abrir sua empresa em 2026 com segurança, eficiência e dentro da legalidade.

Se você está nesse momento ou se preparando para empreender, preste atenção a cada detalhe, pois este guia poderá te economizar bastante dor de cabeça.

Boa leitura!

O que você precisa saber antes de abrir uma empresa?

Antes de iniciar o processo formal de abertura, é fundamental que o empreendedor dedique tempo ao planejamento estratégico do negócio.

Decisões tomadas nesta fase inicial impactam diretamente a viabilidade, a lucratividade e o sucesso da empresa nos primeiros anos de operação.

Três pilares essenciais devem ser cuidadosamente analisados.

Entre eles:

  • A validação da ideia de negócio através de pesquisa de mercado;
  • A definição precisa do público-alvo;
  • E, o cálculo realista do capital inicial necessário.

Entender esses aspectos, antes mesmo de formalizar sua empresa, pode evitar investimentos equivocados e aumentar significativamente as chances de construir um negócio sustentável e rentável.​

Vamos analisar um pouco melhor cada um desses itens!

Pesquisa de mercado e validação da sua ideia

A pesquisa de mercado é o alicerce de qualquer negócio bem-sucedido.

É através dela que o empreendedor identifica se existe demanda real para seu produto ou serviço, quem são os concorrentes, quais são seus diferenciais e como o mercado está estruturado.

Existem algumas ferramentas que podem ser utilizadas para realizar essas pesquisas, como:

  • Entrevistas com potenciais clientes;
  • Análise detalhada da concorrência;
  • Estudos de tendências do setor;
  • E, testes de aceitação do produto ou serviço.

Investir tempo nesta etapa permite ajustar o modelo de negócio, identificar oportunidades ainda não exploradas e evitar o lançamento de produtos sem demanda real.

A validação adequada da ideia protege o empresário de investimentos financeiros e emocionais em negócios fadados ao fracasso.​

Definição do seu público-alvo

Conhecer profundamente quem são os clientes ideais do negócio é determinante para o sucesso empresarial.

A definição do público-alvo vai muito além das características demográficas básicas como idade e localização.

Ela envolve a compreensão de comportamentos de consumo, necessidades específicas, poder aquisitivo e preferências.

Quando o empresário conhece seu público, consegue desenvolver estratégias de comunicação mais eficientes, definir precificação adequada, escolher os canais de venda apropriados e criar produtos ou serviços que realmente resolvem problemas reais.

Um público-alvo bem definido permite que o negócio concentre recursos nas pessoas certas, maximizando o retorno sobre investimento em marketing e vendas.

Empresas que compreendem profundamente seus clientes constroem relacionamentos duradouros e conquistam maior participação de mercado.​

Estabelecer o capital inicial necessário

O planejamento financeiro é um dos aspectos mais críticos ao abrir uma empresa.

O empreendedor precisa calcular com precisão todo o investimento inicial necessário, que inclui não apenas os custos de formalização, mas também despesas com:

  • Infraestrutura;
  • Equipamentos;
  • Estoque inicial;
  • Marketing;
  • Tecnologia;
  • E, uma reserva de capital de giro.

Os custos de formalização variam conforme o tipo e porte da empresa, podendo ir de valores gratuitos para MEI até R$ 3.000 para empresas de maior porte.

É fundamental incluir no planejamento uma reserva financeira para cobrir pelo menos seis meses de operação, período em que muitos negócios ainda não atingem o ponto de equilíbrio.

Subestimar o capital necessário é uma das principais causas de falência nos primeiros anos, tornando este planejamento indispensável.​

Qual é o custo para abrir uma empresa?

Os custos para formalizar uma empresa no Brasil em 2026 variam significativamente conforme o tipo de empresa, a atividade exercida, o estado e o município onde ela será estabelecida.

Para o Microempreendedor Individual (MEI), o processo de abertura é totalmente gratuito, sem custos de registro ou taxas governamentais.

Já para Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), os valores podem oscilar entre R$ 500 e R$ 3.000, incluindo taxas da Junta Comercial (que variam de R$ 100 a R$ 600 conforme o estado), certificado digital (R$ 150 a R$ 400), alvará de funcionamento municipal e honorários do contador para condução do processo.

“O investimento na formalização adequada, incluindo suporte contábil qualificado, representa uma economia significativa no médio e longo prazo, evitando multas e otimizando a carga tributária”.

É importante destacar que esses valores referem-se exclusivamente à abertura formal.

Os custos operacionais mensais constituem uma categoria separada que merece atenção especial.​

Qual é o custo para manter uma empresa?

Os custos de manutenção mensal de uma empresa são recorrentes e precisam estar no radar constante do empreendedor.

Entre as despesas fixas estão:

  • Os honorários do contador (geralmente entre R$ 200 e R$ 800 mensais para pequenas empresas);
  • Os tributos federais, estaduais e municipais conforme o regime tributário escolhido;
  • Possíveis aluguéis de espaço comercial;
  • Salários e encargos de funcionários;
  • E, contas de consumo como energia e internet.

Para empresas optantes do Simples Nacional, existe a guia DAS (Documento de Arrecadação do Simples) mensal, cujo valor varia conforme o faturamento e a atividade.

Além dela, os custos variáveis incluem:

  • Aquisição de estoque;
  • Investimentos em marketing;
  • Manutenção de equipamentos;
  • E, serviços terceirizados.

Manter um fluxo de caixa saudável, com provisões adequadas para todas essas obrigações, é essencial para a sustentabilidade do negócio.

Os empresários que dominam sua gestão financeira conseguem identificar oportunidades de economia e investir estrategicamente no crescimento.​

Passo a passo para abrir uma empresa em 2026!

Abrir uma empresa formalmente envolve uma sequência que restringimos a14 passos fundamentais.

Quando executados na ordem correta, garantem conformidade legal e agilidade no processo.

A ordem específica pode apresentar pequenas variações conforme o município e o tipo de empresa, mas a estrutura geral permanece consistente em todo o território nacional.

O contador desempenhará um papel central em conduzir o empresário por cada uma dessas etapas, garantindo que os documentos sejam preparados adequadamente e que os prazos sejam cumpridos.

Seguir este roteiro estruturado evita retrabalho, reduz custos com correções posteriores e assegura que a empresa inicie suas operações em plena regularidade fiscal e jurídica.​

Acompanhe cada uma das etapas!

1. Busque um contador

O primeiro e mais importante passo para abrir uma empresa é contratar um contador de confiança.

Este profissional possui expertise técnica para orientar sobre a escolha do regime tributário mais vantajoso, preparar toda a documentação necessária, conduzir registros nos órgãos competentes e garantir conformidade com a legislação vigente.

“O contador não é apenas um executor de tarefas burocráticas, mas um parceiro estratégico que pode gerar economia tributária significativa e evitar problemas fiscais que custariam muito mais caro no futuro.”

Um bom contador evita erros que podem resultar em multas, indeferimento de registros ou escolhas tributárias inadequadas que encarecem desnecessariamente a operação.

Investir em uma assessoria contábil qualificada desde o início é uma das decisões mais inteligentes que o empreendedor pode tomar.​

2. Escolha do regime tributário

A escolha do regime tributário determina quanto e como a empresa pagará os impostos.

No Brasil, existem três principais opções:

  • O Simples Nacional (para empresas com faturamento até R$ 4,8 milhões anuais, que unifica oito tributos em uma guia única);
  • O Lucro Presumido (para empresas com receita até R$ 78 milhões anuais, com tributação sobre margem presumida de lucro);
  • E, o Lucro Real (obrigatório para grandes empresas ou opcional para quem busca pagar impostos sobre lucro efetivo).

A decisão correta depende de múltiplos fatores, entre eles:

  • Faturamento projetado;
  • Tipo de atividade;
  • Margem de lucro;
  • Quantidade de funcionários;
  • E, os custos operacionais.

O contador realizará simulações detalhadas para identificar qual regime gera menor carga tributária considerando as características específicas do negócio.

Uma escolha equivocada pode significar o pagamento de tributos desnecessários, além de comprometendo a competitividade e a rentabilidade da empresa.​

3. Definição do nome empresarial

O nome empresarial, também chamado de razão social, é a identificação oficial e jurídica da empresa perante órgãos públicos e instituições.

Já o nome fantasia é como a empresa será conhecida pelo mercado e pelos clientes, podendo ser diferente da razão social.

Antes de definir o nome, é obrigatório realizar uma consulta de disponibilidade na Junta Comercial do seu estado para garantir que não existe outra empresa com denominação igual ou muito similar.

As regras exigem que o nome seja distintivo, não contenha expressões de uso restrito sem autorização e não induza a confusão com marcas já registradas.

Escolher um nome que represente bem a proposta de valor do negócio, seja fácil de pronunciar e memorizar, ajuda na construção de identidade de uma marca forte.

O contador conduzirá essa consulta prévia e te orientará sobre as melhores práticas.​

4. Elaboração do contrato social e requerimento de empresário

O contrato social é o documento constitutivo fundamental de empresas com dois ou mais sócios, estabelecendo as bases jurídicas da sociedade.

Nele, constam informações essenciais como a identificação completa dos sócios, o percentual de participação de cada um, capital social investido, sede da empresa, atividades que serão exercidas, responsabilidades de cada sócio e regras para distribuição de lucros.

Para o empresário que abre uma empresa individual (sem sócios), o documento equivalente é o requerimento de empresário ou a constituição de SLU (Sociedade Limitada Unipessoal), que também formaliza a criação da pessoa jurídica.

O contador é o profissional habilitado para elaborar esses documentos conforme as exigências legais específicas, garantindo que todas as cláusulas estejam adequadas e protegendo os interesses dos envolvidos.

Documentos mal elaborados podem gerar conflitos societários futuros e complicações legais.​

5. Registro da empresa na Junta Comercial

O registro na Junta Comercial do estado é o ato que oficializa a existência legal da empresa.

Atualmente, o processo é realizado predominantemente de forma digital através da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas (Redesim), que integra diversos órgãos e agiliza a formalização.

As taxas de registro variam conforme o estado, oscilando entre R$ 100 e R$ 600 dependendo do tipo societário e do capital social.

Após a análise e aprovação do contrato social ou requerimento de empresário, a Junta emite o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresa), que comprova a regularidade do registro.

Com a digitalização, este processo que antes demorava semanas agora pode ser concluído em poucos dias.

O registro na Junta é pré-requisito para todas as etapas subsequentes de formalização.​

6. Obtenção do CNPJ da Receita Federal

O CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) é o documento de identificação da empresa perante a Receita Federal e todas as instituições do país.

A boa notícia é que, com a integração promovida pelo Redesim, a obtenção do CNPJ ocorre automaticamente após o registro na Junta Comercial, sem necessidade de procedimentos adicionais.

O processo é totalmente gratuito e realizado de forma digital, com o número sendo gerado em tempo real.

O CNPJ é absolutamente essencial para realizar qualquer operação empresarial, como por exemplo:

  • Abrir conta bancária;
  • Emitir notas fiscais;
  • Contratar funcionários;
  • Participar de licitações;
  • Estabelecer contratos comerciais;
  • E, obter crédito.

Sem o CNPJ ativo e regular, a empresa não pode funcionar legalmente.

O cartão CNPJ pode ser consultado e impresso diretamente no site da Receita Federal a qualquer momento.​

7. Solicitação da inscrição estadual (Se aplicável)

A inscrição estadual é obrigatória para empresas que realizam operações de circulação de mercadorias, como comércio, indústria e algumas prestações de serviços específicas.

Empresas enquadradas nessas atividades precisam estar cadastradas na Secretaria da Fazenda do estado para poder recolher o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Prestadores de serviços que não comercializam produtos geralmente não necessitam de inscrição estadual, sendo suficiente a inscrição municipal.

O processo de solicitação varia conforme o estado, mas geralmente é integrado ao Redesim e ocorre automaticamente quando aplicável.

A inscrição estadual é o que permite que a empresa emita notas fiscais de produtos e realize operações interestaduais regularmente.

O contador identificará se a atividade escolhida exige ou não essa inscrição.​

8. Cadastro na prefeitura e obtenção da Inscrição Municipal

A inscrição municipal é exigida principalmente para empresas prestadoras de serviços e é realizada na prefeitura do município onde a empresa está estabelecida.

Este cadastro permite que a empresa recolha o ISS (Imposto Sobre Serviços), tributo municipal incidente sobre prestação de serviços.

Cada município possui suas próprias regras, procedimentos e sistemas para cadastramento, o que torna importante consultar a legislação local específica.

Em algumas cidades, o processo é integrado ao Redesim e ocorre automaticamente, em outras, requer procedimentos específicos na prefeitura.

A inscrição municipal é pré-requisito para obtenção do alvará de funcionamento e para emissão de notas fiscais de serviços (NFS-e).

O contador conhece os procedimentos do município e conduzirá este registro adequadamente.​

9. Emissão de alvará de funcionamento

O alvará de funcionamento é a autorização emitida pela prefeitura que permite que a empresa opere fisicamente em determinado endereço.

A prefeitura analisa se a atividade pretendida pode ser exercida naquele local conforme o zoneamento urbano, se o imóvel está regularizado e se atende requisitos de segurança e acessibilidade.

Os custos do alvará variam amplamente conforme o município, o porte da empresa e a atividade exercida, podendo ir de valores simbólicos até algumas centenas de reais.

Algumas atividades consideradas de baixo risco podem obter alvará provisório automaticamente, enquanto outras exigem vistorias técnicas presenciais.

Operar sem um alvará de funcionamento sujeita a empresa a multas significativas e até interdição do estabelecimento.

O processo de obtenção do alvará pode ser o que mais varia em complexidade e prazo entre diferentes municípios.​

10. Busca das licenças específicas do seu setor

Dependendo do segmento de atuação, a empresa pode necessitar de licenças e autorizações adicionais de órgãos reguladores específicos.

Restaurantes, lanchonetes, farmácias e clínicas de saúde precisam de licença sanitária da Vigilância Sanitária.

Indústrias e atividades com impacto ambiental necessitam de licença ambiental dos órgãos estaduais competentes.

Estabelecimentos que armazenam grande quantidade de pessoas ou produtos inflamáveis precisam de aprovação do Corpo de Bombeiros.

Alguns setores, como transporte, educação e saúde, possuem órgãos reguladores próprios que emitem autorizações específicas.

O contador identificará, conforme as atividades registradas no CNPJ, quais licenças específicas são obrigatórias para o negócio operar dentro da legalidade.

Funcionar sem as licenças obrigatórias pode resultar em multas pesadas, interdições e até processos judiciais.​

11. Aquisição de certificado digital

O certificado digital é a identidade eletrônica da empresa no ambiente digital, funcionando como uma assinatura eletrônica com validade jurídica.

Ele é obrigatório para empresas que precisam emitir notas fiscais eletrônicas, acessar sistemas governamentais como o e-CAC da Receita Federal, transmitir declarações fiscais e assinar documentos digitalmente.

Existem dois tipos principais:

  • O certificado A1, que é um arquivo digital instalado no computador com validade de um ano.
  • E, o certificado A3, que vem em cartão ou token físico com validade de até três anos.

Os custos variam entre R$ 150 e R$ 400 anuais, dependendo do tipo e da autoridade certificadora escolhida.

A aquisição é feita junto a empresas credenciadas pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), com validação presencial dos dados.

O certificado digital tornou-se ferramenta indispensável para a operação de qualquer empresa moderna no Brasil.​

12. Abertura de conta bancária empresarial

Separar as finanças pessoais das finanças empresariais através de uma conta bancária específica para a empresa é fundamental para a organização contábil e para gerar credibilidade.

Os bancos exigem a documentação completa para a abertura da contra.

Esses são os principais documentos que você precisa ter em mãos:

  • Contrato social ou requerimento de empresário;
  • Cartão CNPJ;
  • Documentos pessoais dos sócios e administradores;
  • Comprovante de endereço da empresa;
  • E, certidões negativas.

É recomendável pesquisar e comparar as propostas de diferentes instituições financeiras, analisando tarifas de manutenção, taxas de TED/PIX, limites de movimentação, oferta de crédito e serviços digitais.

Muitas fintechs oferecem contas empresariais com custos reduzidos ou até gratuitas para pequenas empresas.

A conta empresarial facilita o controle de fluxo de caixa, demonstra profissionalismo aos clientes e fornecedores, e é essencial para o contador realizar a contabilidade adequadamente.

Misturar finanças pessoais e empresariais é um dos erros mais comuns e prejudiciais que os empreendedores iniciantes cometem.​

13. Cadastro no sistema de emissão de notas fiscais

A emissão de notas fiscais é obrigação legal para praticamente todas as operações comerciais realizadas pela empresa.

Empresas que comercializam produtos utilizam o sistema de NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), enquanto prestadoras de serviços emitem NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica).

Cada município possui seu próprio sistema de emissão de NFS-e, com cadastros específicos que precisam ser realizados na prefeitura ou através de plataformas autorizadas.

Para emissão de NF-e, é necessário credenciamento junto à Secretaria da Fazenda estadual e o uso de certificado digital.

Existem também softwares de gestão que integram emissão de notas fiscais com controle de estoque e financeiro, facilitando a operação.

O contador te orientará sobre os sistemas adequados e, em muitos casos, o próprio escritório contábil acaba oferecendo uma plataforma integrada para emissão de notas.

Deixar de emitir notas fiscais constitui crime de sonegação fiscal, sujeito a multas severas e processos criminais.​

14. Registro no INPI (Opcional, mas recomendado)

O registro da marca no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) não é obrigatório para o funcionamento da empresa, mas é altamente recomendado para proteger a identidade do seu negócio.

Com o registro, o empresário garante exclusividade de uso da marca em todo território nacional em seu segmento de atuação, impedindo que terceiros utilizem nome ou logotipo igual ou semelhante.

Os custos para 2025/2026 envolvem a taxa de pedido (entre R$ 180 e R$ 360, dependendo se é pessoa física, MEI ou empresa) e, após a concessão, taxa de proteção dos primeiros dez anos (entre R$ 290 e R$ 750).

O processo de análise pelo INPI pode levar de 12 a 24 meses.

Embora represente um investimento adicional, registrar a sua marca evitará problemas futuros graves, como ter que mudar toda a identidade visual e perder investimentos em marketing porque outra empresa registrou a marca primeiro.

O registro de marca pode ser feito simultaneamente à abertura da empresa ou posteriormente.​

Quanto tempo demora para abrir uma empresa?

O prazo para abertura de uma empresa no Brasil reduziu drasticamente nos últimos anos graças à digitalização e à integração de sistemas governamentais.

Atualmente, com a documentação organizada e procedimentos corretos, o tempo médio varia entre 3 e 30 dias, dependendo do tipo de empresa, da complexidade da atividade e do município.

A digitalização reduziu o prazo para menos de 10 dias na maioria dos casos, segundo dados recentes.

Para MEI, o processo é o mais rápido, podndo ser concluído em 24 a 48 horas, pois tudo é feito online no Portal do Empreendedor.

Microempresas e empresas de pequeno porte optantes do Simples Nacional costumam ficar prontas em 3 a 7 dias úteis quando há integração total via Redesim.

Sociedades mais complexas ou atividades que exigem licenças específicas podem demandar de 10 a 20 dias ou mais.

A organização prévia da documentação e o acompanhamento profissional do contador são fatores, também, que fazem toda a diferença para acelerar esse processo.​

Qual a documentação necessária

A documentação básica necessária para abrir uma empresa exigirá os documentos pessoais de todos os sócios. Sendo elas:

  • RG;
  • CPF;
  • Comprovante de residência atualizado;
  • Certidão de casamento (se aplicável);
  • E, certidões negativas de débitos federais, estaduais e municipais.

Documentos relacionados ao imóvel onde funcionará a empresa também são exigidos, como:

  • IPTU atualizado;
  • Contrato de locação comercial registrado (se alugado);
  • Ou, escritura pública (se próprio).

Para a constituição da empresa, será necessário também elaborar o contrato social ou requerimento de empresário com todas as informações societárias. Entre elas:

  • Capital social;
  • Participação dos sócios;
  • Atividades (CNAEs);
  • E, o endereço completo.

Dependendo da atividade, podem ser solicitados documentos adicionais específicos, como diploma ou certificado profissional para atividades regulamentadas.

É importante organizar toda essa documentação antecipadamente, mantendo cópias autenticadas quando necessário para agilizar o processo e evitar paralisações por falta de algum documento.

O seu contador te fornecerá a lista completa e personalizada conforme o caso específico.​

Posso abrir empresa com o nome sujo?

Esta é uma dúvida extremamente comum entre empreendedores que passaram por dificuldades financeiras pessoais.

A resposta é sim: restrições cadastrais no CPF, como negativação em bureaus de crédito ou protestos em cartório, não impedem legalmente a abertura de um CNPJ.

Isso ocorre porque pessoa física e pessoa jurídica são entidades juridicamente distintas, com patrimônios separados.

No entanto, o empresário deve estar ciente de que restrições no CPF podem gerar dificuldades práticas significativas.

Os bancos podem recusar a abertura de conta empresarial ou oferecer condições limitadas, os fornecedores podem exigir pagamento antecipado ao invés de prazo, e o acesso a crédito empresarial será mais difícil ou com taxas mais altas.

Além disso, se a empresa for constituída como empresário individual (e não SLU), não há separação patrimonial completa entre a pessoa física e jurídica, o que pode complicar a situação.

Portanto, embora seja possível abrir empresa com restrições no CPF, é altamente recomendável trabalhar paralelamente na regularização da situação pessoal para não comprometer as operações do negócio.​

Posso abrir empresa no meu endereço residencial?

Sim, a legislação brasileira permite que o empreendedor utilize seu endereço residencial como sede da empresa.

Esta é uma opção atrativa principalmente para quem está começando e deseja economizar com aluguel de ponto comercial nos primeiros meses.

No entanto, é fundamental verificar dois aspectos:

  • Primeiro, a legislação municipal e o zoneamento urbano, pois alguns municípios ou bairros possuem restrições quanto a tipos de atividades que podem funcionar em áreas residenciais;
  • Segundo, o regulamento interno do condomínio, se for o caso, que pode vedar expressamente o funcionamento de empresas, especialmente aquelas que recebem público ou geram movimento.

É importante distinguir entre endereço fiscal (apenas para correspondências e registros oficiais) e endereço de funcionamento efetivo (onde há atendimento ao público e operações).

Muitas empresas, especialmente de serviços profissionais, consultoria e negócios digitais, funcionam perfeitamente com endereço residencial como sede fiscal sem problemas.

O contador te orientará sobre a viabilidade específica considerando a atividade e o município em questão.​

Por onde devo começar e como buscar suporte?

O primeiro passo para quem deseja abrir uma empresa em 2026 é buscar um escritório de contabilidade especializado e de confiança.

Pois, o contador será o parceiro estratégico que te conduzirá por todo o processo de formalização, orientando sobre as melhores escolhas tributárias e garantindo conformidade legal.

Antes de formalizar, é essencial dedicar um tempo ao planejamento.

Validar a ideia de negócio, conhecer o mercado e o público-alvo, calcular o investimento que será necessário e estruturar um plano de negócios consistente.

Investir em suporte profissional qualificado desde o início não é gasto, mas um investimento que gera retorno através de economia tributária, prevenção de problemas fiscais e da tomada de decisões mais estratégicas.

O Brasil segue como um país de empreendedores, com milhões de pessoas transformando ideias em negócios formais a cada ano.

Com planejamento adequado, apoio profissional e execução disciplinada, 2026 pode ser o ano da realização do seu sonho empreendedor.

Se você estiver pronto para dar o próximo passo e transformar sua visão em realidade, a Thera Contabilidade está preparada para ser sua parceira nessa jornada.

Agende uma avaliação com um de nossos especialistas e descubra como podemos simplificar todo o processo de abertura da sua empresa.

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Equipe Thera Organização Contábil

Na equipe Thera Organização Contábil, mergulhamos em décadas de expertise, oferecendo serviços contábeis de excelência. Cada artigo é uma parcela do nosso compromisso com a qualidade e parceria. Juntos, construímos o futuro do seu sucesso empresarial.

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